Economia Colaborativa – Consumo Colaborativo

Visão e conceito de Economia Colaborativa e Consumo Colaborativo

Quem nunca parou diante de um produto e pensou por alguns  instantes nos prós e contras de compra-lo? Você já se questionou entre a necessidade real e necessidade psicológica de possuí-lo? E o que a Economia Colaborativa e  o Consumo Colaborativo agregam em nosso modo de viver?

Consumir hoje pode passar de uma ação prazerosa para um fardo no momento em que deixamos as necessidades emocionais comandarem.  Com a ajuda amiga do crédito facilitado, compramos por impulso e atolamos nossas casas com produtos que se tornam ociosos antes mesmo de desaparecerem da fatura do cartão de crédito.

E se pudéssemos ter o acesso a diversos produtos sem a necessidade de possui-los?

Pagando bem menos pelo uso sem o fardo de termos algo ocupando um espaço em nossa casa/escritório que provavelmente não usaremos nunca mais?

Essa é a proposta e conceito do Consumo Colaborativo: o acesso e a experiência de uso de um produto ao invés da posse.

Em algum momento da sua vida você já fez uso desse sistema, provavelmente você já alugou uma roupa para um casamento ou um carro numa viagem.

Logo, pagou um valor ínfimo pelo aluguel comparado ao valor que pagaria pela compra do produto.

Supriu a necessidade do momento, economizou e liberou um produto para que outras pessoas pudessem fazer uso.

Economia Colaborativa Consumo Colaborativo: exemplos e uma visão geral

Economia Colaborativa – Consumo Colaborativo por que agora?

Se sempre existiu um modelo de negócio em que pudéssemos consumir em conjunto com outras pessoas (alugando produtos), por que o buzz sobre o Consumo Colaborativo agora?

Existe um conjunto de fatores que propulsionam o surgimento de modelos de negócios colaborativos e que vêm se intensificando nos últimos anos.

O primeiro deles é o acesso de uma massa crítica às redes sociais online. Esse fator forma um público potencial para modelos de negócios online de troca/aluguel/venda  de produtos ociosos.

As plataformas online conseguem agrupar um grande número de pessoas com interesses em comum e que estão dispostas a compartilhar, formando um ambiente propício para o negócio colaborativo.

Economia Colaborativa é um dos fatores de peso. A Grande Recessão (Crise Econômica em 2008) fez com que, principalmente os americanos, começassem a repensar seus valores e a reavaliar a forma como lidavam com o dinheiro, buscando alternativas para economizar.

Cenário ideal para o surgimento de negócios que suprissem as necessidades dos consumidores por produtos mais acessíveis e daqueles que precisavam vender algo para melhorar suas economias.

A preocupação ambiental também é um estimulo para a escolha por negócios colaborativos. Sabemos que o consumo exacerbado traz grandes consequências ambientais, logo, dar novo uso a um produto ocioso é colaborar para que menos matéria-prima seja extraída e menos lixo produzido na fabricação de um novo produto.

Esses três fatores por si só já modificam o comportamento do consumidor, aliados eles fazem com os negócios colaborativos tenham grande potencial de sucesso.

Alugar uma roupa, um carro ou um quarto de hotel ‘sempre’ foi possível. Disponibilizar um quarto em nossa casa para aluguel, trocar uma roupa que usamos uma única vez ou vender um produto que está parado há meses, faz de nós consumidores conscientes com experiências mais ricas que ser apenas um consumidor desenfreado.

Paula Sandy
Publicitária formada pela Universidade Anhanguera Uniderp em Campo Grande/MS, cursando MBA em Marketing na FGV e Coordenadora de Projetos na 80 20 Marketeria Digital (Grupo WTW). Experiência em atendimento, planejamento, produção de conteúdo, ações promocionais, monitoramento e mensuração de resultados no ambiente online. Também escreve no Sobre Digital.