Uma Breve História do Desenvolvimento Sustentável

Uma Breve História Do Desenvolvimento Sustentável

 

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

 

Desenvolvimento sustentável é um conceito que se traduz num modelo de desenvolvimento global que incorpora os aspectos de um sistema de consumo em massa no qual a preocupação com a natureza, via de extração de matéria prima, é máxima.

É um conceito que abrange várias áreas, assentando essencialmente num ponto de equilíbrio entre o crescimento econômico, equidade social e a proteção do ambiente.

Ao longo das ultimas décadas, vários têm sido os acontecimentos que marcam a evolução do conceito de desenvolvimento sustentável, de acordo com os progressos tecnológicos, assim como do aumento da conscientização da população para o mesmo.

 

UMA BREVE HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Uma breve história do conceito de desenvolvimento sustentável poderia começar com a Lei de Política Ambiental Nacional (NEPA) do governo dos EUA de 1969.

Este ato veio em grande parte em resposta ao derramamento de óleo de 1969 em Santa Bárbara, que teve um impacto devastador na vida selvagem. Mas foi também o produto de uma maior atenção da sociedade às conseqüências da poluição industrial, cuja consciência foi promovida pela publicação de 1962, SilentSpring, de Rachael Carson.

Logo após a aprovação do NEPA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) abriu suas portas em 1970, promovendo a proteção do meio ambiente por meio de pesquisa, definição de padrões e monitoramento. Os objetivos da EPA dizem respeito tanto à saúde humana quanto à proteção dos recursos naturais.

O próximo passo no crescimento do desenvolvimento sustentável como conceito e prática foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano de 1972, em Estocolmo, na Suécia.

Esta conferência reuniu as nações industrializadas e em desenvolvimento para delinear os ‘direitos’ da família humana a um ambiente saudável e produtivo.

Uma série dessas reuniões se seguiu, por exemplo, sobre os direitos das pessoas à alimentação adequada, a moradia saudável, a água potável, o acesso a meios de planejamento familiar.

O reconhecimento de revitalizar a conexão da humanidade com a Natureza levou à criação de instituições globais dentro do sistema das Nações Unidas.

O conceito de desenvolvimento sustentável era originalmente sinônimo de sustentabilidade e muitas vezes ainda é usado dessa maneira.

 

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AGENDA 21

Uma etapa inovadora surgiu em 1992 com a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) no Rio de Janeiro. Nessa conferência, foi adotada uma agenda denominada Agenda 21, que “reconheceu o direito de cada país de buscar o progresso social e econômico e atribuiu aos Estados a responsabilidade de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável”.

O Secretário Geral da UNCED considerou a Agenda 21 como um “programa de ação para um futuro tolerável para a família humana e um passo inicial para garantir que o mundo se transforme em um habitat mais justo, seguro e rico para toda a humanidade”.

O foco, então, tornou-se mais amplo do que quando a EPA foi estabelecida. A ênfase era muito mais clara em trabalhar em direção a um mundo onde todos os povos tivessem acesso aos recursos naturais que precisavam para prosperar.

 

ACORDO DE KYOTO

Outro notável protocolo internacional destinado a orientar a comunidade internacional para o desenvolvimento sustentável, neste caso particularmente ambiental, foi o Acordo de Kyoto em 1997.

Seu objetivo era reduzir as emissões de seus signatários, com maior ênfase nos países desenvolvidos responsáveis para a maior parte da poluição do ar. Pode-se notar que os EUA é o único país desenvolvido e um dos dois únicos em geral (o outro sendo o Sudão do Sul) que não ratificou este protocolo.

 

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OS MODELOS DE DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS DEVEM SER SEGUIDOS?

O desenvolvimento econômico é vital para os países subdesenvolvidos, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados.

Caso esses países reproduzissem os padrões dos desenvolvidos, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

 

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